E o Natal….

Publicado: dezembro 22, 2010 por Anderson Gonçalves em Devaneios e Causos do Anderson!
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O Natal chegou e junto com ele o final de mais um ano, ano esse que passou voando. Não sei vocês, mas nessa época fico um pouco emo, meio cabisbaixo, pensativo, também pudera ficando mais velho. Estranho, em uma época que representa felicidade e paz eu fico assim. Bom… Mas não vim falar disso. Quero comentar uma coisa que vi esses dias.

Na última semana fui esperar um tio que veio do nordeste, na rodoviária do tiête. Ele tem 59 anos e pela primeira vez pisa na terra da garoa. Fico imaginando qual é o sentimento de chegar em uma cidade tão grande e conhecida para quem vem de um lugar praticamente “esquecido” pela sociedade?

Fiquei ali a observar algumas pessoas que aguardavam ansiosamente um parente chegar, inquietas e esperançosas abriam um sorriso a cada ônibus que chegava e um olhar de decepção ao descobrir que a quem aguardavam, não havia chego. Mais ao lado via se pessoas se abraçando, chorando e saltitando. Olhando mais ao lado vi um abraço, aparentemente de mãe e filho que não se viam há muito tempo e nesse momento começo a enxergar o quanto esses últimos dias do ano representam para essas pessoas. É aquele momento de reencontro. Mas voltando ao assunto do meu Tio, os olhos dele estavam meio que perdidos ao ver tanta gente desconhecida junto, mas ao ver seu filho (vulgo meu primo) de desmoronou, foi um dos abraços mais sinceros que vi nos últimos anos.

Pegamos as malas, a que eu peguei tava tão pesada que quase gangrenei o dedo, mas ali carregava um dos alimentos que mais amo no mundo…QUEIJO. (Não tem nada melhor do que um queijo derretido pela manhã, tarde e noite). E um momento que para muitos foi engraçado me fez pensar na vida. Ao se deparar com a escada rolante, meu Tio não soube o que fazer. Era algo novo, que ele só tinha visto na televisão, mas como andar naquilo? Por alguns minutos meu primo ficou ali do seu lado, tentando explicar como subir. O que para nós é algo mais do que comum se apresentará pra ele como uma novidade. Na hora ele ficou meio embaraçado e com muito esforço conseguiu subir. Alguns metros depois, tínhamos que descer outra escada rolante, que daria acesso ao estacionamento, e a mesma situação. Essa resolvida mais rápida. Todos ali riram um pouco, é uma situação engraçada. Mas só demonstra que apesar de estarmos no mesmo país, vivemos em mundos tão diferentes.

Isso me fez rever algumas atitudes, às vezes reclamo tanto por não ter um carro, por não ter dinheiro, por ter poucas opções para comer, por morar longe e etc. E ali voltando para casa, ouvindo as histórias desse meu tio, percebi que tenho muito, percebi que tenho que dar mais valor as coisas, principalmente às pequenas coisas. E fiquei ali, pensando, pensando e pensando…reparando na voz dele, na empolgação do novo, no olhar abismado do trânsito, a atenção ao ouvir sobre uma nova ponte, a expectativa do novo que por muito tempo só existiu na TV. E o que me chamou mais atenção foi à simplicidade, vocês já repararam o que é simplicidade? O quanto isso é bonito?

Fiquei me perguntando, Será que sou simples? O que realmente é ser simples? Onde está a simplicidade?

Infelizmente não obtive essa resposta e sei que não a terei muito cedo, mas começarei uma busca incessante por essa tal simplicidade, agora me vem em mente até uma música da Trupe do Teatro Mágico que diz “Que vou cativar a todos Sendo apenas um sujeito simples”. Simplicidade não significa ser pobre, ser bobo, ser… Sei lá. Simplicidade é apenas o ato de se aceitar e aceitar o próximo, aceitar o que lhe foi oferecido. Resignação. Simplicidade. É respeito às varias crenças, opções e opiniões. Simplicidade é ser você mesmo, e fazer com o próximo o que você sempre desejou a você. Independentemente de sua crença, busque essa sua simplicidade, busque a reforça intima e o autoconhecimento.

Sabe aquelas promessas e pedidos de Natal? Então… Que tal prometer ou pedir ser mais simples, ser mais paciente, compreensivo, amigo, fiel? Que tal prometer uma palavra amiga ao invés da briga, um abraço ao invés do soco, paz ao invés da guerra?

Pense um pouco nisso, faz bem!

 

 

Sorria!

 

Anderson Gonçalves

 

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